quinta-feira, 20 de outubro de 2011

                                 



   BDSM que é o BDSM?
by J. J. Flash



BDSM é uma junção das seguintes palavras: Bondage, Disciplina ou Dominação, Submissão ou Sadismo, e Masoquismo. Mas isso não exprime a idéia, e nem dá a verdadeira noção do que realmente o que significam essas letras pra um praticante. Pra um praticante, elas exprimem paixão, emoção, sentimentos e muito prazer!

Mas vamos às definições:

Bondage – é quando existe imobilização. Seja por cordas, correntes, algemas e afins.

Disciplina – o próprio nome já diz: disciplinar, educar a pessoa para que cumpra ordens.

Dominação e Submissão - entrega total de um para o outro, em vários níveis, desde o físico até o mental.

Sadismo e Masoquismo – a relação dor x prazer. O sádico infringe dor, e o masoquista aprecia a dor.

O ponto mais importante da prática BDSM é o SSC. São, Seguro e Consensual. Uma relação BDSM envolve jogos eróticos e troca de poder, e por isso deve sempre ter presente estes três itens. Se não há consensualidade, deixa de ser uma troca, e passa a ser um abuso.

É muito importante também o uso de uma safeword (palavra de segurança), que deve ser previamente combinada entre as partes, e funciona como um aviso de que o limite do parceiro está sendo atingido, e até mesmo como um ponto final à prática naquele momento.

Existem diversos tipos de relações BDSM, e muitas vezes sem a utilização de todas as variantes de todos os termos que compõe a sigla. Existem relações apenas de dominação e submissão, relações apenas de sadismo e masoquismo, e assim por diante. Existem também vários níveis de entrega, de prazer gerado pela dor, de imobilizações

Onde houver respeito entre as partes, respeito ao que foi acordado, e respeito ao SSC, haverá uma relação BDSM, e cada relação será única, intensa e prazerosa.

Cabe a cada um de nós aprender a conhecer e a aceitar nossos desejos e os dos outros, desmitificando assim esse universo tão maravilhoso e cheio de prazeres que é o sadomasoquismo.


DIFERENÇA ENTRE SUBMISSAS E ESCRAVAS

Muitos perguntam se escravas realmente existem. Na forma como a história e os dicionários definem, não, elas não existem na maioria dos países modernos. (Apesar de haver alguma controvérsia sobre círculos de escravidão existirem secretamente) A maioria das pessoas geralmente concorda que a posse legal de outro ser humano é imoral, e logo, ilegal. Em todo caso, no mundo BDSM, alguém perceberá que as pessoas envolvidas se denominam por vários nomes; um deles, é o termo "escravo(a)".
Naturalmente, isso freqüentemente levanta a questão de quão diferente uma escrava é de uma submissa. Esta questão normalmente é encarada com franca hostilidade, descrença na existência de escravas, e a idéia de que as palavras escrava e submissa (como nomes) são termos permutáveis, equivalentes, no mundo BDSM. Muitos não concordarão com quaisquer destas idéias, e eu sou um deles. Gastei uma generosa soma de tempo conversando com escravas na melhor tentativa de entendê-las, suas opções, e fazer meus juízos se isso é uma escolha saudável ou não, dentro do estilo de vida BDSM.
À pergunta de se, escravas existem ou não no BDSM, eu respondo que sim. Podem não ser o grupo mais numeroso, mas têm algumas. Escravas diferem de submissas? Novamente, minha resposta é sim. Escravas diferem de submissas pela forma como pensam, agem, submetem-se e suas expectativas.